Que times podem surpreender e conquistar o Campeonato Brasileiro?

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Rodrygo tem tudo para ser a revelação do Campeonato Brasileiro. E o Santos pode surpreender

O Campeonato Brasileiro é uma competição aberta para surpresas. Até pode não chegar ao nível Leicester campeão inglês porque há muitas equipes consideradas grandes, com enormes torcidas e muita história. Mas não é nada incomum que uma equipe que não tenha status de favorito para a maioria das pessoas termine levando o troféu no fim do ano.

O Corinthians ano passado é um exemplo. O time começou 2017 em baixa após um 2016 ruim, com muitas trocas de treinador e vendas atrás de vendas dos principais jogadores do time campeão brasileiro em 2015. No fim de 2017, a equipe foi campeã brasileira com Jô, que reergueu sua carreira após ser considerado um caso perdido.

Para 2018 o Corinthians não será uma surpresa porque é um dos favoritos para vencer a competição, junto com Palmeiras, pelo investimento feito e o Grêmio, atual campeão da América. Abaixo desse escalão há ainda o Flamengo, que tem jogadores talentosos e a possibilidade de se reforçar a qualquer momento, mas não pode ser considerado um favorito pelo fraco futebol apresentado.  Neste texto vamos buscar a combinação perfeita de não ser um favorito mas ter as peças para poder surpreender e ganhar o Campeonato. O América-MG, por exemplo, surpreenderia, e muito, se ganhasse o Brasileirão, mas não dá nem para argumentar sobre essa hipótese.

Santos

Poucos colocaram o Santos como favorito para a conquista do Campeonato Brasileiro de 2016 e 2017, mas mesmo assim o time paulista ficou em segundo e terceiro nessas edições. A falta de opções no banco pode complicar o argumento, mas é inegável que o time titular tem força.

A começar pelo goleiro Vanderlei, o melhor do Brasil na posição ou pelo menos entre os três. A defesa funcionou bem nos últimos anos , sendo a segunda melhor do Brasileirão em 2017, algo que provavelmente ninguém sabe. E o ataque neste ano terá mais peças: Rodrygo tem tudo para ser a revelação do campeonato. Bruno Henrique, caso consiga voltar de sua grave lesão no olho, é um atleta habilidoso com faro de gol. E Gabriel, no comando do ataque, é uma incógnita. Ele tem talento, mas não parece ter a constância necessária, ainda levando muitos cartões e errando lances bobos.

Para uma corrida pelo título o Santos precisaria que a defesa se mantivesse entre as menos vazadas e o ataque seja eficiente. Jair Ventura conseguiu isso com o Botafogo ano passado. Agora com mais talento, ele pode chegar mais longe.

Cruzeiro

O Cruzeiro foi colocado por muitos analistas no primeiro escalão do Brasil no começo deste ano. Mas após perder Fred com uma lesão no joelho, a conquista nacional depois do bi em 2013 e 2014 seria sim surpreendente.

Conta a favor o fato que o goleiro Fabio, líder do elenco, sabe qual é o caminho, sendo um remanescente dos elencos vitoriosos. A chave aqui seria o meio-campo: Thiago Neves e De Arrascaeta teriam que dominar esse setor jogo sim e outro também, municiando o ataque e controlando a posse de bola.

Acredito que o Cruzeiro esteja um nível abaixo de Palmeiras, Corinthians e Grêmio, mas o time é bom e Mano Menezes ainda é um dos melhores treinadores do país. Ou seja, é perfeitamente possível.

São Paulo

O São Paulo começou o ano jogando muito mal, apesar dos reforços que chegaram. O treinador Dorival Junior foi demitido após o terceiro clássico perdido no Paulista, para o Palmeiras. Seu substituto, Diego Aguirre, conseguiu alguns bons resultados, inclusive quase eliminar o campeão paulista Corinthians, nas semifinais do estadual.

É forçar a barra pensar que esse time pode disputar o título, mas a equipe tem jogadores de alto nível. Diego Souza ainda não mostrou a que veio no São Paulo, mas caso ele consiga voltar a seu tempo de Sport, pode ser uma boa peça ofensiva, assim como Nenê e Cueva. Jucilei é um volante acima da média e Rodrigo Caio, apesar de toda a desconfiança, tem o apreço do treinador da seleção brasileira, Tite.

Aqui é uma questão de todos os jogadores começarem a jogar e o treinador dar o sistema para tirar o melhor deles. Com o Corinthians em 2017 aconteceu exatamente isso.