Confira a trajetória do River Plate até a conquista do tetra da Libertadores

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O River Plate começou 2015 com “apenas” dois títulos da Copa Libertadores da América e termina 2018 sendo tetra. Pode colocar muito disso na conta de Marcelo Gallardo, habilidoso meio-campista que como treinador chegou ao clube onde começou: são duas copas da Argentina, uma Supercopa, uma Copa Sul-Americana e duas Libertadores.

Esta segunda conquista não foi nada fácil, tendo que encarar três rivais argentinos e o Grêmio, quase caindo na semifinal para o na época campeão sul-americano. Vamos relembrar a campanha, começando pela fase de grupos.

River começa como favorito, mas sem empolgar

O River Plate investiu para o ano de 2018, assim como seu rival Boca Juniors, buscando mais uma conquista continental. No ano anterior o time caiu nas semifinais para o modesto Lanús, que acabou vencido pelo Grêmio. Um dos investimentos foi no atacante Lucas Pratto, que estava no São Paulo.

O sorteio não foi dos mais fáceis, tendo que encarar no seu Grupo 4 o Flamengo, Emelec e Independiente Santa Fé. O empate no Rio contra o Fla, sem torcida, foi um bom começo, mas o empate em casa contra o Santa Fé sem gols fez a torcida começar as críticas.

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O River ficou na frente do Flamengo na fase de grupos, mas só teve pedreira no mata-mata

Mas logo o grupo ficaria decidido com as duas vitórias contra o Emelec e mais uma contra o Santa Fé na Colômbia. O último jogo não eliminaria o River, mas poderia tirar a liderança do grupo, só que o Flamengo abdicou de atacar no empate sem gols. Primeira colocação no grupo com 12 pontos, mas futebol abaixo para as expectativas criadas.

Nas oitavas de final o sorteio não foi nada gentil, colocando o Racing pela frente. O time de Avellaneda teve bons jogos na fase de grupos, mas ficou na segunda colocação porque o Cruzeiro foi melhor. Depois de um 0 a 0 na casa do Racing, o 3 a 0 no Monumental empolgou os torcedores.

Nas quartas, mais um rival doméstico. O Independiente, que passou no tapetão contra o Santos, também não conseguiu vencer em casa (0 a 0) e o River mais uma vez venceu bem no seu estádio, 3 a 1.

Quase eliminação, cena triste e conquista longe de casa

A semifinal contra o Grêmio seria o maior desafio do River Plate com sobras. O time gaúcho, atual campeão da Libertadores, chegou sem Luan e Éverton, seus dois melhores jogadores na criação e finalização. Mesmo assim o tricolor foi até Buenos Aires e venceu por 1 a 0.

O alerta vermelho foi ligado na Argentina, já que a talentosa equipe não conseguiu fazer quase nada contra o Grêmio em casa. E na volta também, vendo a vantagem piorar com gol de Leonardo.

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O River ficou muito próximo de cair, mas conseguiu virar contra o Grêmio

Mas a lesão do zagueiro Paulo Miranda e a entrada de Bressan foi quase uma ajuda divina. O defensor gremista entrou muito mal, o River empatou com gol irregular e uma bola chutada na mão de Bressan virou pênalti e expulsão. Pity Martínez virou e classificou o River. Estava criada a maior final da história: Boca Juniors x River Plate.

Os millionários tiveram vantagem no ano contra seus rivais de cidade, mas no jogo de ida o boca saiu duas vezes na frente. Pratto conseguiu empatar logo depois do primeiro gol e Izquierdoz contra fez o jogo ficar empatado por 2 a 2. Franco Armani defendeu cara a cara contra Benedetto no fim da partida.

O jogo de volta foi a novela que já comentamos, sendo manchada pela pedra jogada no ônibus do Boca por um animal que torcia para o River. O jogo final não pode ser no seu estádio, sendo levado para Madrid.

E lá o River saiu atrás mais uma vez, com Benedetto sendo infernal. Mas o River empatou em linda jogada finalizada por Pratto, virou com um golaço de Quintero e Martinez, com o gol livre sacramentou a vitória contra o Boca. Agora o time tem essa cartada do duelo direto no maior palco para sempre. E Gallardo basicamente tornou-se uma divindade.

 

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