Flamengo quer ser o melhor do Brasil; Inter quer repetir arquirrival

Assim como na semana passada vamos deixar a análise dos jogos das quartas de final da Copa Libertadores para a quinta. Mas claro que dá para falar um pouquinho do sensacional jogo de ontem, que acabou com o Grêmio tirando a palavra imortal do armário mais uma vez e o Palmeiras questionando tudo que está fazendo. Sabe quem não quer ficar se questionando (mais uma vez)? O Flamengo.

O Rubro-Negro tem sua grande dose de vexames em Libertadores e a torcida não aguenta mais ver uma equipe melhor que o adversário sendo eliminada. O Internacional é um excelente rival, mas com 2 a 0 a favor e precisando fazer 1 gol para forçar os colorados a marcar 4, uma eliminação hoje será uma vergonha.

Dito isso, vamos aos tópicos.

Flamengo tem dia para ser o melhor do Brasil

Desde que o Flamengo começou sua reconstrução financeira e assumiu um novo status o sucesso esportivo escapou pelos dedos. O time conquistou uma Copa do Brasil, mas foi mal nas Libertadores, inclusive com eliminação na fase de grupos, e não conseguiu chegar perto de vencer um Brasileirão.

Hoje, 28 de agosto, o time pode se posicionar claramente como o melhor do Brasil, apesar da classificação com o Internacional não garantir um troféu. O fato de estar na liderança do Brasileirão, ter atropelado rivais no Brasileirão e estar jogando um futebol de excelente qualidade justifica essa honraria.

Ainda tem mais um fator: o Palmeiras caiu na Libertadores e mesmo sendo o atual campeão Brasileiro, não se pode dizer que o Verdão é o melhor em algo neste momento.

O treinador Jorge Jesus não deve inventar muito agora que achou sua equipe. Everton Ribeiro, Bruno Henrique, De Arrascaeta e Gabigol é o quarteto à frente, com Gerson possivelmente entrando no lugar de Willian Arão suspenso. Uma dúvida interessante é saber se Cuellar irá jogar, poucos dias depois de ser afastado e reintegrado em meio a boatos de sua saída.

O Internacional precisa se inspirar… no Grêmio?!?

Legenda da imagem do Arão: Willian Arão não jogará por estar suspenso. Fará falta

A desvantagem que o Inter precisa reverter é a mesma que o Grêmio precisava quando levou o a 1 a 0 ontem no Pacaembu. Uma vantagem: terá a força de sua torcida. Uma desvantagem: dois gols levam para os pênaltis. Mas a ideia é a mesma: superar uma equipe de elenco melhor e que é vista como favorita.

O grande complicador do Inter é o fato que a equipe joga de forma organizada, mas pragmática. O Colorado não é um enorme criador de chances e sim um efetivo finalizador, ainda mais porque tem Paolo Guerrero na frente. A pressão que a equipe exerce é mais marcando com linha alta do que criando uma chance atrás da outra. E se o time se desorganizar, pode ser punido lá atrás com a qualidade e velocidade de Bruno Henrique e Gabigol.

É realmente uma sinuca de bico, então a melhor chance do Inter pode ser jogar na sua, sem se desesperar. Porque fazer um gol é difícil, claro, mas é perfeitamente possível de sair no primeiro tempo sem precisar partir para o tudo ou nada. Caso a estratégia seja arrojada demais, pode sair o gol, claro, mas também pode sair um gol adversário, que seria uma tragédia.

É isso o que parece pensar Odair Hellmann, que se não colocar o mesmo time que começou o jogo no Maracanã, deve fazer uma alteração só, tirando Rafael Sobis e colocando Wellington Silva. Claro que isso significa mais drible e velocidade na ponta, mas não altera o sistema tático ou a forma do Inter pensar o jogo.

A vitória do Internacional paga 2,2 para 1, contra 3,5 para 1 do Flamengo e 3 do empate. A classificação dos gaúchos está em 7,5 para 1. Se você acredita que o Flamengo pode cozinhar o jogo, o 0 a 0 no intervalo – menos de 0,5 gols na primeira parte na Betfair – paga 2,5 para 1.

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