Athletico-PR fez Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo ficarem mal

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athletico paranaense comemora

Quando começamos a planejar os textos para esta semana, com certeza o Athletico Paranaense era o que tinha o desafio mais complicado, junto com o Inter. O time receberia o sempre temido Boca Juniors.

Com Tevez fininho, Benedetto, que destruiu o Palmeiras na Libertadores de 2018, e o veloz Villa no ataque, o Boca começou pressionando o Athletico na Arena. Foi seu melhor momento no jogo.

Estava reticente com toda a paixão jogada na direção do rubro-negro, já que o time de Tiago Nunes não teve jogos em palcos tão grandes. A Sul-Americana, mesmo tendo seu peso, é a segunda categoria do futebol continental.

O time ainda perdeu Pablo, jogador vital na conquista, vendido para o São Paulo.

Não importou. O Athletico suportou a pressão e nunca se acovardou. Não jogou sem a bola, não dependeu apenas de bolas paradas, não lançou na área antes do meio de campo.

A marcação foi tão feroz que era natural esperar uma queda na energia no segundo tempo, o que poderia complicar. Não foi isso que aconteceu. O time fez 1 a 0 no primeiro tempo com Marco Ruben. O segundo desestabilizou os argentinos e o terceiro foi o último prego no caixão.

Não é preciso ter jogadores badalados para saber jogar bem. O Athletico não é nem um time de posse de bola, sendo bastante rápido na saída pelas laterais. Por essas e outras Rony foi imprescindível e autor de grande partida na terça.

Mas para saber jogar bem precisa ser bem treinado, ter variações táticas. o Athletico variou o jogo inteiro, hora deixando Ruben mais isolado, hora com Rony e Nikão jogando na mesma linha do centroavante. E ao fazer 1 a 0, o time não se acovardou, continuou pressionando.

Libertadores não é guerra, camisa, tradição, nem badalação. Os times que ganham são os que sabem o que fazer quando entram em campo. O vencedor mais comum é o que sufoca o adversário no campo de defesa, é vertical e consegue ser seguro na defesa. E tem um mando de campo forte.

Hoje o Athletico tem tudo isso, mais até do que os seguintes times.

Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG

peñarol comemora
O Peñarol puniu o Flamengo com um gol no fim. O Rubro-Negro não merecia melhor coisa

O Palmeiras seguiu com sua bola minúscula. O ponto positivo é que até o scolarista mais convicto começa a notar o trabalho pobre de seu comandante.

Quando Marcos Rocha vai cobrar um lateral na área estando mais próximo do meio-campo que do gol, e você ainda nota que essa deve ser a jogada mais treinada pelo time, não tem como não ficar desolado.

De que serve ter três times e pagar mais de 10 milhões por mês na folha? É mais fácil trazer o Peter Crouch (o gigante de 2,01 m está no Burnley) e ficar dando chutão, cruzamento e arremesso lateral na direção dele.

A derrota para o San Lorenzo foi horrorosa não pelo resultado – assim como as vitórias do Palmeiras não trazem muita coisa também – mas sim pelo futebol apresentado e o fato que o time do Papa está péssimo no Campeonato Argentino.

Já para o Flamengo, o resultado além do futebol foram trágicos. Não é só que o time carioca é outro que parece se encontrar apenas 15min antes dos jogos para combinar qualquer coisa. A equipe ainda sente todo o peso das horrorosas campanhas na Libertadores recentes.

O time entrou pilhado, nervoso e isso durou todo o jogo. A arquibancada também reflete isso: com 0 a 0 no placar, um torcedor estava fazendo sinal de negativo para a câmera. Logo depois saiu o gol. Do Peñarol.

O Maracanã com 60 mil pessoas que não estão 100% com o time torna-se o estádio mais maravilhoso para um adversário calá-lo. E isso acontece com frequência na competição continental. E tudo isso com De Arrascaeta, principal contratação do ano da equipe, assistindo tudo do banco e sem sair dele.

Diego continua titular. Nem ele deve saber explicar isso.

O Atlético-MG também não vai saber explicar como levou 2 a 0 do Zamora e deveria ter sido três, não fosse um gol errado sem goleiro. Conseguiu virar. Mas nenhum torcedor sóbrio vai comemorar muito o resultado.

Especialmente com o Cruzeiro 100% e vindo por ai na final do Mineiro com um time melhor, um treinador superior e um futebol que nem se compara.

Levir, Felipão e Abel podem ter todas as desculpas do mundo. Tiago Nunes descredencia elas.

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