Boca e River fazem a grande final da história da Libertadores

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Antes das semifinais começarem, meu colega Paulo Matuck tinha falado que Grêmio e Palmeiras estavam no caminho da maior final de Libertadores da história. Agora eles não estão mais: o maior clássico do futebol latinoamericano vai rolar na final do maior torneio continental das Américas. Será o maior Boca e River que existe.

O primeiro jogo será na Bombonera neste sábado e três semanas depois o jogo será no Monumental de Núñez. Caso você esteja interessado: gosto mais das finais nas quartas-feiras, meio do ano, frio e pressão. Mas pelo menos é melhor que final em jogo único, que é o que teremos em 2019. Me explica essa que eu quero entender.

Como o Boca chega na final?

boca juniors comemora
O Boca se impôs contra o Palmeiras e tem boas opções ofensivas

A moral do Boca é a maior possível. Depois de uma fase de grupos sofrível, na qual poderia ter sido eliminado não fosse o Palmeiras mantendo sua honra, o time decolou nas eliminatórias, eliminando o Libertad se impondo, o Cruzeiro, com a ajuda de um erro do árbitro e o Palmeiras com a ajuda do monstruoso Benedetto saindo do banco.

O treinador Guillermo Barros Schelotto é um dos que mais conhecem a Libertadores, com quatro títulos na conta. E mesmo que seu Boca não seja brilhante, ele é competitivo, técnico e conta com um banco que oferece alternativas. Tévez nem saiu dele nas semis contra o Palmeiras e ninguém discute a razão.

O time tem Pablo Pérez como motor, pontas fortes com Pavón e Zarate e o inexplicável Ábila na frente. Já disse: se Ábila é centroavante, eu sou engenheiro espacial. Contra o Palmeiras ele quase conseguiu perder o primeiro gol, que foi dado a ele pela defesa rival e por Villa, outra opção para atuar pelo lado.

A defesa do Boca está longe de ser a oitava maravilha do mundo, como provaram Palmeiras e o Cruzeiro nos jogos da volta. O Verdão, inclusive, teve grande dominância em parte do jogo pelo alto e pressionou até tomar o segundo gol de Benedetto.

River é mais técnico

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O River teve uma virada incrível contra o Grêmio e é mais técnico que o Boca

Mas não necessariamente isso é suficiente. O time de Marcelo Gallardo, que não poderá ficar à beira do gramado depois do papelão que fez na Arena do Grêmio, sabe jogar melhor com a bola, mas não conseguiu produzir bolas na rede em seu estádio ou por 80 minutos no campo do Grêmio.

Quando foi para o abafa e bola aérea, teve mais sorte, até porque até nessas horas ser técnico e inteligente ajuda. E o zagueiro Bressan do outro lado também.

Gallardo teve um susto com Pity Martínez , que sofreu os efeitos de uma gripe, mas ele voltou a treinar no dia seguinte. Já Ponzio, que saiu machucado na semifinal, não deve jogar. Enzo Perez será o substituto, assim como foi no jogo de volta contra os gaúchos, mostrando o poder do elenco do time.

O problema que vejo está no ataque. Lucas Pratto é muito mais jogador que Abila, mas também não está jogando bem. Ele deve ser titular mesmo assim, mas se continuar no meso ritmo é candidato a sair no meio da partida. Scocco entrou bem contra o Grêmio e pode ser a faísca saindo do banco mais uma vez.

Top Bet do jogo de ida da Libertadores

O River Plate é favorito para a conquista da Libertadores para a casa das apostas. Mas para o jogo de ida, a Betfair coloca o Boca com ligeira vantagem, pagando 2,5 para 1 na sua vitória. A vitória do River Plate paga 3,25 para 1.

Eu não vejo o River com vantagem, sendo um pouco influenciado pela eliminatória contra o Grêmio admito. Até acho que eles podem levar o título, mas na Bombonera prefiro o Boca e recomendo a aposta na vitória simples deles.

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