Quem acompanha a Copa do Mundo há um bom tempo sabe que o Brasil costuma ter sorte nos sorteios da primeira fase. E mais uma vez a sorte sorriu para a seleção canarinho, apesar de nenhum grupo ser digno do título “Grupo da Morte”. O maior campeão da competição e única seleção a participar de todas as edições ficou no Grupo E, junto com a Suíça, contra quem estreia no torneio da Rússia, Costa Rica e encerra a primeira fase com a Sérvia.

Pelo status que tem e os bons resultados no último ano e meio, desde que Tite assumiu o comando técnico, o Brasil foi considerado um dos oito cabeças de chave da competição, junto com a Alemanha – atual campeã –, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia, França e a anfitriã Rússia.

Portugal e Bélgica logo souberam que enfrentariam as melhores seleções do segundo pote, Espanha e Inglaterra nos grupos B e G respectivamente. Porém os outros rivais não são de meter medo. O campeão europeu de 2016 e a seleção que venceu a Copa do Mundo de 2010 e a Eurocopa de 2008 e 2012 terão Marrocos e Irã como rivais na fase de grupos.

Já a forte seleção belga e a Inglaterra, renovada, enfrentarão Panamá e Tunísia, duas seleções que também não tem grande tradição na competição.

Voltando para o grupo do Brasil, a Suíça é disparada o maior desafio do Brasil nessa primeira fase e pode ser um problema o fato do Brasil nunca jogar bem a primeira partida, apesar de só ter vencido. Desde 2002 o time bateu a Turquia por 2 a 1 em um jogo com erro de arbitragem, 1 a 0 contra a Croácia em 2006, 2 a 1 contra a fraca Coréia do Norte e 2 a 1 contra os croatas, de virada, jogando em casa, na fatídica Copa de 2014 que terminou com a eliminação nas semifinais por 7 a 1 contra a Alemanha.

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O treinador Tite não terá grandes rivais com sua Seleção Brasileira na fase de grupos

A Suíça venceu nove de seus 10 jogos nas eliminatórias, perdendo apenas a última partida contra Portugal e por isso precisou da repescagem, onde eliminou a Irlanda do Norte com algum sufoco.

A seleção helvética então aponta um desafio, mas como seleção pentacampeã mundial e que fez ótima eliminatória, o time não pode pensar em outra coisa que não seja a vitória. Com grandes jogadores do futebol mundial como Marcelo, Daniel Alves, Casemiro, Neymar e Gabriel Jesus, o favoritismo está todo do lado brasileiro.

Na segunda partida o Brasil enfrenta a Costa Rica, que teve ótima campanha na Copa realizada na casa de seu rival. A base continua a mesma e Keylor Navas, goleiro titular do Real Madrid, segue como seu grande líder. Porém o fator surpresa não existe mais e se por um lado ter a mesma base é bom, por outro o time envelheceu quatro anos. O time teve apenas quatro vitórias nos 10 jogos das eliminatórias da Concacaf, que são de baixa qualidade e ainda não contaram com um bom desempenho da seleção dos Estados Unidos, que nem para a Copa irá. Recentemente o time foi goleado pela Espanha por 5 a 0 em um amistoso.

Já a Sérvia, que não vinha se classificando para as maiores competições de seleções, deu uma renovada. Só que as eliminatórias, mesmo garantindo uma vaga para os sérvios na Copa do Mundo, vitimou o treinador Slavoljub Muslin, criticado por ser muito defensivo e não convocar atletas jovens. Sem um treinador fixo e com bons jogadores – Nemanja Matic do Manchester United, por exemplo – mas nenhum craque, a Sérvia é mais um time no Grupo E do Brasil que pode ter um dia bom, mas está longe de ser uma grande seleção.