Os 5 melhores momentos do Brasil em Copas, escolhidos pelos leitores

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Perguntamos a nossos leitores qual foi seu momento preferido do Brasil em Copas do Mundo. Não é fácil escolher, já que a seleção é a única cinco vezes campeã dessa competição, que começou em 1930. E até em Copas que é melhor esquecer temos alguns jogos memoráveis, como Brasil x Chile em 2014.

Vocês escolheram e nós decidimos fazer um post com cinco deles, considerando importância, o feito e futebol apresentado.

Então vamos à lista, que obviamente foca nas últimas Copas, já que poucas pessoas vão se recordar do golaço de Pelé contra a Suécia em 1958 ou pelo menos ter uma memória afetiva disso. A Copa do Mundo de 1970 também vale uma menção honrosa, com o gol de Carlos Alberto Torres na final contra a Itália – que terminou em goleada, 4 a 1 -, que é um momento brilhante não só do Brasil mas da história do esporte.

Mas fique tranquilo: o frangaço de Oliver Kahn e o gol de Ronaldo em 2002 foi lembrado por muitos e está nesta lista.

5É Tetraaaa

Galvão Bueno diz que não gosta tanto dessa narração, mas o momento é inesquecível e ele berrando É TETRA abraçando Pelé é lembrado por absolutamente todo mundo que viu a conquista do Brasil na Copa do Mundo de 1994.

Mas caso você era muito novo ou a memória falha, vale uma explicação: o Brasil não vencia a Copa desde 1970, ou seja, 24 anos de jejum, o maior desde a primeira conquista, em 1958.

A Seleção de 1994 não era das mais bonitas de se ver, mas com Romário inspirado e Bebeto como coadjuvante ideal, a equipe chegou até a final, passando em jogos apertados contra os Estados Unidos, Holanda e Suécia.

Depois da decepção de 1982, jogando um futebol maravilhoso, não importava tanto o brilho em campo mas mais o brilho da taça. O capitão Dunga exemplificava isso. Até demais, como viemos saber em seus tempos de treinador.

O jogo modorrento contra a Itália teve que ser decidido nos pênaltis. E eis que Roberto Baggio, grande jogador italiano, decidiu se tornar um herói nacional. Do Brasil.

4Brasil x Holanda em 1998

A Copa do Mundo de 1998 não terminou de forma feliz para o Brasil. Mas a semifinal continua na memória dos brasileiros. O jogo contra a Holanda reuniu um batalhão de craques de ambos os lados. Rivaldo, Ronaldo, Cafu e Roberto Carlos de um lado, Dennis Bergkamp, Frank de Boer, Patrick Kluivert e Edwin Van der Sar do outro.

Ronaldo deixou o dele. Kluivert de cabeça empatou no fim da partida. As duas equipes tiveram chances de decidir no tempo regulamentar e na prorrogação. Nada. Então tivemos que ir para os pênaltis.

E mais uma vez brilhou a estrela de Cláudio Taffarel. O goleiro defendeu as cobranças de Phillip Cocu e Ronald de Boer para colocar o Brasil na final da Copa, com mais uma narração brilhante de Galvão Bueno, com seu bordão “sai que é sua Taffarel”.

Importa o que aconteceu depois, na final? Importa. Mas as semis contra a Holanda não tem como esquecer.

3Brasil x Inglaterra em 2002

Todos os jogos do mata-mata da Copa de 2002 foram nervosos. As oitavas contra a Bélgica tiveram polêmica de arbitragem e Rivaldo salvando o Brasil. Nas semis contra a Turquia, 1 a 0 com o bico de Ronaldo no canto parecendo uma jogada de sinuca, cirúrgica.

Mas Brasil x Inglaterra é insuperável nas quartas de final é insuperável. A seleção inglesa sempre promete mais do que entrega, mas com David Beckham, Michael Owen, Paul Scholes e Rio Ferdinand, este poderia ser o ano do bicampeonato (o 1º foi em 1966).

E o English Team saiu na frente, aproveitando trapalhada de Lúcio e Owen fazendo 1 a 0.

Mas Ronaldinho Gaúcho compensaria. Em seu melhor jogo com a camisa do Brasil, ele deu o passe para Rivaldo empatar a partida ainda no primeiro tempo e virou o jogo com uma icônica cobrança de falta, aproveitando o mau posicionamento de David Seaman.

Ele quis cruzar ou bater direto? Deixa Seaman pensar nessa pelo resto da vida. A Seleção Brasileira continuava viva. E chegaria à final poucos dias depois.

2Brasil x Alemanha em 2002

Claro que este momento precisava estar aqui. Já se passaram 16 anos da última conquista do Brasil, o segundo maior intervalo entre títulos, só perdendo para o hiato entre 1970 e 1994.

Era a terceira final seguida do Brasil e a partida foi aberta no primeiro tempo, com as duas equipes tendo chances, especialmente o Brasil, com Ronaldo e Kleberson por mais de uma oportunidade. A mais clara delas foi do volante, que finalizou e viu a bola explodir no travessão.

No segundo tempo, quando a Alemanha estava atacando e ameaçando – mesmo sem seu principal jogador de linha, Michael Ballack, suspenso -, vieram dois golpes rápidos.

Rivaldo chuta, Kahn bate roupa e Ronaldo completa. O gol foi um choque não só pelo bom momento da Alemanha, mas pelo fato de Oliver Kahn ter falhado de forma tão clamorosa, já que seria eleito o melhor jogador do torneio e era sem dúvidas um dos melhores goleiros do mundo.

E logo depois ele seria vazado novamente: Kleberson passa, Rivaldo faz o corta-luz, Ronaldo chuta no canto e completa uma Copa do Mundo perfeita, com oito gols. Isso depois de seu joelho quase sair de sua perna e sua carreira ficar por um fio.

Na primeira Copa na Ásia o Brasil era pentacampeão do mundo.

1Brasil x Argentina em 1982

Outra Copa do Mundo que não terminou bem, mas quem viu a seleção de 1982 com Falcão, Zico, Junior, Sócrates e companhia limitada nunca vai se esquecer. E o 3 a 1 contra a Argentina é uma partida marcante daquela campanha, que terminaria com uma derrota doída para a Itália no jogo seguinte.

Zico, Serginho e Júnior abriram 3 a 0 e jogaram por música em um jogo que poderia ter sido prejuízo maior para os hermanos. Ramón Diaz descontou quando o jogo estava decidido.

Algo interessante para se notar no vídeo abaixo: Diego Maradona jogou essa partida. Seu nome nem será citado nos melhores momentos, tamanho domínio do Brasil.

Para quem não conhece a história da seleção de 82, além da punhalada de Paolo Rossi, vale ver o vídeo e notar como o toque de bola, inteligência dos jogadores e a elegância transformavam aquele time em algo à frente de seu tempo. Inclusive um tal de Pep Guardiola, que tinha 11 anos na época da Copa realizada na Espanha, declarou ter a seleção de 82 como um de seus times favoritos.