Os 5 favoritos para a Copa do Mundo de 2018

763
Os 5 favoritos para a Copa do Mundo de 2018

A 20ª edição da Copa do Mundo vai começar neste mês de junho e como sempre é inevitável já escolher os favoritos. Por mais que em todas as Copas tenha alguma seleção surpresa – a Costa Rica em 2014, por exemplo – o campeão nunca foi uma equipe que causou choque.

Claro, o Brasil em 1994, por exemplo, estava jogando mal antes da Copa. Mas não dá para dizer que a seleção tricampeã do mundo na época e com Romário de destaque foi uma zebra ou algo do tipo.

Nas 20 edições foram sagrados oito campeões diferentes. O último campeão inédito foi a Espanha em 2010. Antes a França, em 1998. E previamente temos que voltar até 1978, com a Argentina.

E para esta edição, um campeão inédito não deve vir. Aqui estão os cinco favoritos para a Copa do Mundo. E provavelmente dois deles estarão em campo no dia 15 de julho, em Moscou.

5Argentina

Aqui você deve pensar que estou louco, mas deixa eu falar. A Argentina é a atual vice-campeã do mundo e chegou muito, muito perto de conquistar o tricampeonato e matar todos os brasileiros de vergonha.

E por que digo isso, sendo que o que importa é o que vai acontecer nos gramados da Rússia? Porque na Copa do Mundo há um histórico de seleções que tem um craque, chegam desacreditadas e conseguem beliscar ou até conquistar o caneco.

Já que citamos a França de 2006, a equipe chegou na Copa da Alemanha sem ninguém prestar atenção, com Zidane à beira da aposentadoria, uma campanha patética em 2002, na tentativa de defesa do título, e um bando de remanescentes de 1998. Inclusive o icônico goleiro Fabien Barthez.

Resultado? A Itália precisou dos pênaltis para bater essa turma.

A Argentina já fez isso em 2014, jogando um futebol mais ou menos e com Lionel Messi tendo alguns lampejos, como quando decidiu com um gol no final da partida contra o Irã, ainda na fase de grupos.

Ele pode fazer isso de novo? Talvez. A equipe de Jorge Sampaoli classificou na bacia das almas e está indo para a Rússia sendo espancada pela torcida e imprensa. Mas mais de 15 mil km distante de Buenos Aires, Messi, Angel Di Maria e ou Gonzalo Higuain, Paulo Dybala ou Sergio Aguero não sofrerão tanto com esse fogo amigo e podem formam um bom trio.

E mais inexplicável que esses caras nunca terem jogado bem juntos é eles jogarem bem por sete jogos e levarem o caneco para casa. Nunca esqueça do talento na Copa. A Argentina aqui pode tanto cair nas oitavas como ser uma aposta genial – paga 11 para 1 – para um visionário.

Argentina 10/1

4França

A França era para chegar na Copa do Mundo como campeã europeia. Mas jogando em casa e mesmo com Cristiano Ronaldo saindo lesionado no meio da final, a equipe perdeu para um time de Portugal de talento limitado.

Mas quem disse que isso não pode servir de aprendizado? Os franceses sempre parecem conviver com alguma turbulência, até mesmo na Copa de 2006, quando chegaram na final apesar de parecer que o treinador Raymond Domenech não era dos mais apreciados.

Para esta Copa, Didier Deschamps também convive com críticas. Mas com apenas um mês de Copa e sete míseros jogos, o talento dentro de campo e alguém que desequilibre pode ser mais forte que qualquer outra coisa.

E talento a França tem de sobra. O ataque com Antoine Griezmann, que deve ir para o Barcelona em algumas semanas, e Kylian Mbappé, companheiro de Neymar no PSG, é um inferno para qualquer defesa rival. Paul Pogba do Manchester United, Raphael Varane do Real Madrid, N’Golo Kante do Chelsea e Hugo Lloris do Tottenham são todos jogadores de altíssimo nível.

O problema, como ficou evidente nas eliminatórias, é que falta química entre todas essas partes. Talvez o mês e meio de treinos, amistosos e convívio, em vez dos parcos dias que rolam no meio da temporada europeia, seja o suficiente para desenvolver um estilo. A equipe é a quarta entre as favoritas, pagando 7,5 para 1.

E como brasileiros, vale a pena ficar de olho na França, que deve ficar na nossa chave no mata-mata e pode ser um rival nas semifinais. Eles foram nossos algozes em 1986 (quartas), 1998 (final) e 2006 (quartas).

França 13/2

3Espanha

Vou citar o último campeão, mas também o penúltimo. A Espanha foi péssima nos gramados brasileiros em 2014 e teve que fazer uma reestruturação. Mas assim como na Alemanha, a fábrica de talentos espanhola está rodando com 100% de força. E a equipe é a terceira nas casas de apostas na lista de odds para a Copa, pagando 6,50 para 1.

Iker Casillas saiu, David De Gea pediu passagem. Carles Puyol aposentou, Sergio Ramos foi para a zaga fazer dupla com Gerard Pique. Suprir a perda de Xavi não é fácil, mas o meio-campo da Espanha continua com várias peças.  Andres Iniesta e Sergio Busquets podem ter a companhia de Thiago Alcântara, Isco, David Silva e Koke, só dependendo de quem Julen Lopetegui quis usar.

O ex-treinador do Porto está invicto no comando da seleção e a Espanha está claramente crescendo depois de ter decepcionado nos últimos anos. Diego Costa no ataque não está jogando tão bem. Sabe o que ajuda? Ter um meio-campo tão bom que o único necessário é empurrar a bola para o gol.

Espanha 13/2

2Alemanha

O atual campeão sempre exige respeito. Nas casas de apostas paga 6 para 1 para os germânicos vencerem a Copa. Nos últimos quatro anos a equipe germânica teve que fazer algumas mudanças em sua equipe: Miroslav Klose, Philipp Lahm e Bastian Schweinsteiger não irão para a Rússia. Aliás dois deles nem futebol jogam mais.

Só que a fábrica de talentos da Alemanha está melhor que a da Volkswagen e as reposições foram preparadas por anos. E jogadores fundamentais da equipe que conquistou a Copa continuam em alta: Mats Hummels, Toni Kroos, Mesut Ozil e Thomas Muller, entre outros.

Uma das poucas dúvidas está no gol. O espetacular Manuel Neuer está voltando de lesão e talvez a questão do ritmo de jogo seja um problema. Mas lembra o que falei do talento? O reserva é Marc-Andre Ter Stegen, goleiro sensacional do Barcelona. Quem Joachim Low escolher não tem erro, basicamente.

Os alemães tiveram uma Eliminatória para a Copa irretocável, mas nem tudo é perfeição: a eliminação para a França na semifinal da Eurocopa e algumas derrotas em amistosos, inclusive para o Brasil, mostraram algumas rachaduras na armadura. Suficiente para preocupação? Não. Mas tenho que pelo menos citar elas.

Alemanha 5/1

1Brasil

O Brasil está fazendo uma das preparações mais tranquilas das últimas Copas. Sem polêmicas, com Tite sendo basicamente uma unanimidade nacional e excelentes resultados desde que o ex-treinador do Corinthians assumiu no lugar de Dunga, os pentacampeões são os principais favoritos segundo as casas de apostas (pagando 5,50 para 1).

Uma possibilidade de nuvem negra seria a lesão no pé de Neymar, cuja recuperação foi demorada. Mas o atacante e estrela da equipe entrou no amistoso contra a Croácia e já fez um belo gol, para tirar qualquer preocupação sobre esse assunto.

A ausência de Daniel Alves foi um baque para a seleção, já que era uma voz forte no vestiário. Mas não dá para dizer que a ausência dele ou a possível saída de Renato Augusto são o que tiram a seleção do páreo. Os substitutos são bons e essa seleção, apesar do bom talento individual, tem um jogo coletivo bastante forte.

O Brasil sempre é favorito chegando em uma Copa do Mundo. Mas desta vez a união de vários fatores faz essa percepção ser ainda mais forte.

Brasil 4/1