Copa do Mundo 2018 os grupos: nossas previsões e análises

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Copa do Mundo 2018 os grupos

Véspera de Copa do Mundo é época de tirar a bola de cristal do armário, passar limpa vidros e disparar palpites. Afinal, o que não faltam são promoções que distribuem dinheiro e muitos brindes para quem mostrar pontaria aguçada nos seus chutes.

Para facilitar a vida daqueles que só acompanham os jogos nessa época, aqui vão as análises e previsões de Notícias Futebol para cada um dos grupos da primeira fase da competição.


Grupo A: Rússia, Arábia Saudita, Egito e Uruguai

Rússia

Para os russos, a esperança está mesmo no apito. O time não tem condições técnicas de avançar e se tivesse sido obrigado a disputar as eliminatórias dificilmente conseguiria se classificar. Assim, só mesmo as tradicionais arbitragens caseiras da Fifa (Federação Internacional de Futebol) aumentam as esperanças da torcida local.

A estrela: Na falta de jogadores de linha de grande qualidade, o goleiro Igor Akinfeev ganhou status de ídolo. Geralmente é obrigado a trabalhar muito. Mas não faz milagres.

O chefe: Depois de recorrer a dois estrangeiros (o italiano Fábio Capello e holandês Guus Hiddink) sem obter sucesso, a federação local resolveu adotar uma solução ‘Made in Russia’. Stanislav Cherchesov foi o escolhido. Fracassou como os outros, mas é mais barato.

Arábia Saudita

O país lançou recentemente um programa para melhorar o futebol. Bilhões de dólares serão gastos nos próximos anos para tornar a liga da Arábia Saudita mais interessante para atletas estrangeiros e paralelamente muitos recursos serão investidos na formação de jogadores locais. Muito tarde para a Copa do Mundo da Rússia, onde a bagunça prevaleceu na preparação que contou com três diferentes técnicos.

A estrela: Aos 30 anos, Mohammad Al-Sahlawi foi o maior responsável por levar os árabes ao Mundial. Assinalou 16 gols nas eliminatórias.

O chefe: Juan Antonio Pizzi pode colocar no seu currículo o retumbante fracasso no comando da seleção chilena. Desmontou o espetacular trabalho realizado por Jorge Sampaolli e tirou o time do Mundial. Tem tudo para capitanear mais um fracasso.

Mohamed Salah
A contusão de Mohamed Salah reduziu as chances de bom desempenho da seleção do Egito na Copa

Egito

A estrutura tática do Egito baseada no ‘pega a bola e dá para o Salah’ foi desmontada com a contusão do meia e atacante do Liverpool, um dos maiores artilheiros da temporada 2017/2018 do futebol europeu. Assim, as chances de sucesso foram drasticamente reduzidas.

A estrela: Fora do primeiro jogo do Mundial, Mohamed Salah ainda tenta uma recuperação que o permita jogar as duas últimas partidas. Mesmo que consiga, dificilmente estará no melhor de sua condição física.

O chefe: Hector Cuper tem um histórico de fracassos em decisões. Dessa vez, o argentino até se contentaria em ser vice-campeão da chave, mas sem seu maior astro terá que fazer mágica.

Uruguai

Novos talentos, especialmente no setor de meio-campo, estão surgindo e permitindo ao time uma maior qualidade no trato na bola. Porém, é consenso entre os especialistas no futebol uruguaio que os frutos dessa transição só serão colhidos na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Na Rússia, o que vier além da classificação para as oitavas de final, bastante facilitada pelo sorteio dos grupos, é lucro.

A estrela: Luis Suárez tem mostrado capacidade para ir além da artilharia. Além de fazer muitos gols no Barcelona, tem sido um excelente garçom para Messi. Ainda que Edinson Cavani não tenha o mesmo talento do Argentino, pode se aproveitar disso.

O chefe: Oscar Tabarez é o mais longevo técnico neste Mundial. Comanda o Uruguai desde 2006. No país, sua palavra é lei.

Quem passa: Uruguai e Rússia 8/13


Grupo B: Portugal, Espanha, Marrocos e Irã

Portugal

Depois de chegar em frangalhos na Copa do Mundo do Brasil, Cristiano Ronaldo mudou de estratégia antes daquele que deve ser seu último Mundial. Fominha assumido e perseguidor de recordes deixou de lado o desejo de atuar em todas as partidas ganhando mais tempo para descansar. Apresenta, assim, condicionamento físico muito superior para a disputa na Rússia.

A estrela: Aos 32 anos, Cristiano Ronaldo é o grande astro da seleção, mas foi sem ele em campo que Portugal obteve a maior de suas conquistas. Machucado, o artilheiro do Real Madrid assistiu do banco a vitória sobre a França, por 1 a 0, que rendeu o troféu da Euro 2016.

O chefe: O veterano Fernando Santos sabe que precisa montar uma defesa implacável e contar com a genialidade de Cristiano Ronaldo para conseguir outra façanha.

Espanha

A Fúria não perde desde a eliminação na Euro 2016. São quase dois anos de futebol de alto nível. Garantiu a vaga sem maiores problemas nas eliminatórias e encontrou soluções para o ataque. De quebra, conta com o goleiro De Gea em fase extraordinária. Assim, aparece não apenas como maior candidata a vencer a chave B, mas tem a possibilidade de chegar ao segundo título mundial.

A estrela: Coube a Andrés Iniesta transformar a Espanha de eterna promessa em protagonista do futebol mundial. Longe de seu melhor condicionamento físico, deixou o Barcelona após 22 anos e fará seu último Mundial.

O chefe: Julen Lopetegui assumiu sob desconfiança e com contrato curto, de dois anos. Mostrou serviço e antes mesmo da Copa teve o compromisso renovado para mais um ciclo de competições.

Andrés Iniesta
Na Rússia, Iniesta fará sua despedida da seleção da Espanha

Marrocos

Voltando a disputar um Mundial depois de 20 anos de ausência, a participação parece ser o maior prêmio que poderia ser alcançado. Esperar qualquer coisa além disso parece excessivo para um time que baseia seu jogo em defesa consistente e nos contra-ataques em velocidade.

A estrela: O meia Nabil Dirar é quem dita o ritmo da seleção marroquina. Dele depende a transição da defesa para o ataque. O jogador brilhou no Monaco, campeão francês na temporada passada, mas agora está no Fenerbahce, da Turquia.

O chefe: O francês Herve Renard se especializou no futebol africano e teve passagens bem-sucedidas por Zâmbia e Costa do Marfim. Tenta agora subir de nível.

Irã

Um paredão. É isso que o Irã pretende apresentar ao mundo. Superar sua fechada defesa será a maior dor de cabeça dos adversários. Dessa maneira, o tive ficou invicto durante 18 partidas das eliminatórias e não teve sua rede balançando em nove delas.

A estrela: Com 22 gols assinalados pela seleção, Sardar Azmoun, que atua no Rubin Kazan, da Rússia, passa a maior parte do tempo isolado no ataque a espera de uma oportunidade para finalizar.

O chefe: O português Carlos Queiroz já anunciou que seu ciclo com a seleção do Irã estará encerrado após o Mundial. Quer aproveitar a Copa para se valorizar no mercado.

Quem passa: Espanha e Portugal 2/5


Grupo C: França, Austrália, Peru e Dinamarca

França

Jogadores de alto nível e futebol abaixo das expectativas diante do plantel disponível fazem com que muitas críticas sejam dirigidas ao técnico Didier Deschamps. Porém, seu esquema cauteloso, faz com que o time consiga sucesso diante de rivais de maior porte. O problema é pular as pequenas pedras.

A estrela: Antoine Griezmann estará nos holofotes não apenas por seu potencial de artilheiro, mas pelo interesse do Barcelona, que tenta de todas as maneiras tirá-lo do Atlético de Madrid.

O chefe: Deschamps fez-se de surdo diante dos pedidos da imprensa francesa pela convocação de Karim Benzema, do Real Madrid. Afastou o atleta, que se envolveu em escândalo de extorsão contra um então colega de seleção, e manteve sua posição. Se vencer a Copa, será exaltado por sua convicção. Se perder, será chamado de teimoso.

Austrália

Os australianos deixaram a confederação da Oceania e transferiram-se para Ásia para que pudessem disputar vagas no Mundial sem ter que disputar a repescagem com os sul-americanos. Não conseguiram um lugar direto e como ‘castigo’ precisaram disputar duas repescagens para garantir vaga na Rússia. Sobreviveram, mas trocaram de técnico.

A estrela: Renovação não é algo que será notado na seleção australiana. O maior ídolo do time segue sendo o atacante Tim Cahill, com 37 anos.

O chefe: O holandês Bert van Marwikh ganhou a chance de levar os Socceroos ao Mundial e tem tentado dar maior poder ofensivo ao time. O problema é que não tem pé de obra para isso.

Paolo Guerrero
Liberado pela Justiça, Paolo Guerrero vai disputar sua primeira e provavelmente última Copa

Peru

Um futebol de toque de bola, postura ofensiva e com dois jogadores diferenciados levou o Peru a conseguir um lugar no Mundial pela primeira vez desde 1982, quando participou da Copa da Espanha. O sonho de passar para a segunda fase pode manter-se vivo depois do sorteio.

A estrela: Aos 33 anos, o atacante do Flamengo Paolo Guerrero conseguiu a suspensão temporária de sua punição de 14 meses sem jogar às vésperas do Mundial. Divide com Cueva, do São Paulo, a condição de astro do time.

O chefe: Ricardo Gareca montou um time muito bem organizado e capaz de ditar o ritmo da partida alternando contra-ataques em velocidade com intenso toque de bola na espera da melhor oportunidade de penetração.

Dinamarca

A irregularidade tem sido a marca dinamarquesa. O time é capaz de alternar atuações de alto nível com aplicação de goleadas com partidas em que parece não ter o menor interesse no jogo. Assim, precisou de uma reação na reta final das eliminatórias para garantir a vaga. Terá um jogo chave contra o Peru que vai determinar se avança para as oitavas.

A estrela: Christian Eriksen é a chave do sucesso ou fracasso da Dinamarca. Na série de 11 jogos em que a seleção ficou invicta, ele assinalou 11 gols (em oito partidas diferentes). Quando passa em branco as coisas se complicam.

O chefe: O norueguês Age Hareide tem como missão principal tornar a equipe menos dependente de Eriksen, que certamente será o alvo principal da marcação dos rivais.

Quem passa: França e Peru 13/5


Grupo D: Argentina, Islândia, Croácia e Nigéria

Argentina

Por muito pouco a vice-campeã Mundial não ficou de fora da Copa do Mundo da Rússia. Por incrível que pareça, a seleção que tem estrelas como Lionel Messi, Sergio Aguero, Paulo Dybala e Gonzalo Higuain, entre outros, teve o segundo pior desempenho ofensivo na competição. Foi salva do vexame por três gols de Messi no jogo contra o Equador, na última rodada.

A estrela: Os argentinos esperam que Messi faça o que Maradona conseguiu em 1986. Carregar o time nas costas. O fenomenal jogador não tem se mostrado capaz de atender esses desejos.

O chefe: Jorge Sampaoli ganhou ares de milagreiro ao levar o Chile a duas conquistas da Copa América. Porém, santo de casa, não tem feito milagres na Argentina. É duramente criticado por suas opções na convocação e escolhas táticas.

Islândia

País de menor população entre os 32 que disputam a Copa do Mundo, a Islândia, que fará sua estreia em mundiais, conquistou os corações de torcedores espalhados pelo planeta ao eliminar a Inglaterra na Euro 2016. Embalada, superou a Croácia, rival na primeira fase da Rússia 2018, nas eliminatórias europeias.

A estrela: Aron Gunnarsson e Gylfi Sigurdsson dividem o protagonismo. O primeiro, no entanto, acaba se impondo por exercer o papel de líder do time.

O chefe: O dentista Heimir Hallgrimsson ficou isolado no comando da equipe, que antes dividia com Lars Lagerback.

Luka Modric
A precisão dos passes de Modric tornam a Croácia capaz de produzir surpresas no Mundial

Croácia

Um meio-campo criativo com a posse de bola é o ponto alto da seleção croata. Um meio-campo frouxo na hora da marcação é o maior defeito da equipe. Achar o equilíbrio dessa equação tem sido o desafio do técnico Zlatko Dalic, que salvou o time da queda precoce nas eliminatórias.

A estrela: Luka Modric, do Real Madrid, é o dono da bola. Por ele passam praticamente todos os ataques da seleção da Croácia. É dele que se esperam passes precisos para os precisos atacantes.

O chefe: Dalic assumiu o time na reta final das eliminatórias, quando o fracasso era iminente. Reverteu a situação, levou a equipe para a repescagem e carimbou o passaporte para o quinto mundial dos croatas.

Nigéria

Os nigerianos mostraram sua força ao vencer com certa tranquilidade o grupo que era considerado o mais forte das eliminatórias africanas. Deixaram pelo caminho equipes tradicionais como Camarões, Zâmbia e Argélia.

A estrela: John Obi Mikel não é um fora de série, mas o meio-campista que atua no Tianjin Teda, da China, é o termômetro e líder do time.

O chefe: Gernot Rohr é o técnico de plantão da Nigéria, que desde a queda na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, teve oito nomes diferentes no comando.

Quem passa: Croácia e Argentina 10/11


Grupo E: Brasil, Suíça, Costa Rica e Sérvia

Brasil

O vexame do 7 a 1 levado diante da Alemanha na Copa de 2014, sediada no Brasil, ainda atormenta o chamado país do futebol. Mas a curva do gráfico foi virada e nos dois últimos anos a equipe apresentou crescimento tático e de resultados suficiente para ser incluída entre as maiores candidatas ao título de campeã do Mundo. Porém, sofreu um duro baque às vésperas da disputa. Daniel Alves, provavelmente o melhor lateral-direito do mundo, se machucou e ficou fora da Copa. Danilo e Fágner, as opções para a posição, não têm nível similar.

A estrela: Neymar sofreu uma contusão que o afastou dos gramados por mais de três meses. Voltou e precisou de alguns poucos minutos para marcar no amistoso contra a Croácia (2 a 0) mostrando que seu processo de recuperação vai muito bem.

O chefe: Tite tem uma aprovação altíssima da torcida, que sequer questiona os erros de convocação. Fenômeno raríssimo no Brasil.

Suíça

Os suíços fizeram uma campanha quase perfeita nas eliminatórias europeias. Na hora da decisão, contudo, deslizaram diante de Portugal e precisaram disputar a repescagem. Na Euro 2016, a situação foi similar. O time jogou bem, mas pecou na hora de decidir. Precisa dar um passo adiante.

A estrela: Participando de sua quarta Copa do Mundo, Valon Behrami é apontado como o ponto de equilíbrio suíço. Sua ausência no duelo contra os portugueses foi considerada fundamental para a derrota.

O chefe: Vladimir Petkovic ainda tenta provar seu valor. É muito questionado por dar mais ofensividade a uma seleção que sempre fez da defesa sua prioridade.

Keylor Navas
Menosprezado pelo Real Madrid, Keylor Navas é a grande esperança da Costa Rica

Costa Rica

Os costarriquenhos foram a maior surpresa da Copa de 2014 quando ficaram no grupo considerado mais forte, eram considerados figurantes e eliminaram campeãs mundiais como Inglaterra e Itália. No Mundial russo, novamente não deram sorte. Terão que tirar mais coelhos da cartola.

A estrela: Keylor Navas, muito criticado no Real Madrid, que busca um novo goleiro no mercado, é rei na Costa Rica. A equipe depende do paredão, uma vez que o ataque deixa a desejar.

O chefe: Oscar Ramirez assumiu o comando com expectativas bem mais altas depois da campanha da equipe no Brasil. Não decepcionou nas eliminatórias conduzindo o time sem sustos ao Mundial.

Sérvia

Os sérvios chegam à fase final de uma Copa do Mundo pela segunda vez desde a independência. Contam com qualidade técnica, mas problemas de relacionamento costumam minar o ambiente do grupo.

A estrela: Aleksandar Mitrovic, autor de seis dos 20 gols marcados pela Sérvia nas eliminatórias é o destino final de praticamente todos os ataques da equipe.

O chefe: Slavoljub Muslin classificou o time para o Mundial, mas não sobreviveu aos problemas de relacionamento. Na Copa, o comando será de Mladen Krstajic, que foi indicado como interino e acabou ficando.

Quem passa: Brasil e Suíça 13/8


Grupo F: Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul

Alemanha

Campeã no Brasil, aproveitamento de 100% nas eliminatórias europeias e o título na Copa das Confederações de 2017 usando um time reserva mostram o poder germânico. A esperança dos rivais é que a França provou, na Euro 2016, que a Alemanha não é imbatível – mas quase.

A estrela: Um meia frio e calculista é o retrato mais perfeito da atual geração alemã. Toni Kroos, do Real Madrid, tem passe preciso e dita o ritmo do time.

O chefe: Joachim Low era perseguido por uma série de clubes para depois da copa. Disse não e renovou seu compromisso com a Alemanha até a Copa de 2022.

México

Instabilidade sempre foi a marca mexicana. Com Juan Carlos Osorio, esse estilo chegou ao extremo. Os mexicanos oscilam entre momentos de brilho e apagões com imensa facilidade.

A estrela: Javier Hernandez, o Chicarito, é um reflexo dessa condição. Faz gols em quantidade, mas ‘desaparece’ em campo por longos períodos.

O chefe: Juan Carlos Osorio gosta de times que partem para o ataque, mas tornou-se mais cauteloso ao levar 7 a 0 da seleção chilena na Copa América. Aprendeu a lição e agora busca o equilíbrio.

Chicarito Hernandez
Atacante de muitos altos e baixos, Chicharito Hernandez é o retrato da instabilidade mexicana

Suécia

Os suecos mostraram que existe vida sem Zlatan Ibrahimovic. O veterano atacante desprezou sua seleção nacional após o fracasso na Euro 2016. Não fez falta. A Suécia eliminou Holanda e Itália garantindo sua vaga no Mundial.

A estrela: Sem a flecha, o arco passou a ser o destaque. As assistências de Emil Fosberg são a grande arma da equipe sueca.

O chefe: Janne Andersson conseguiu construir uma estrutura tática sólida capaz de compensar da Ibradependência. Ganhou a confiança dos jogadores, que se dedicam intensamente à marcação.

Coreia do Sul

Os sul-coreanos ainda devem ao mundo uma campanha tão marcante como a de 2002, quando chegaram, no Mundial que sediaram juntamente com o Japão, às semifinais. A performance acabou ficando marcada pelo grande auxílio das arbitragens. Dessa vez, apresentam um time mais sólido e capaz de avançar por contra própria.

A estrela: Son Heung-min, no Tottenham, tornou-se o maior artilheiro de origem asiática no Campeonato Inglês.

O chefe: Shin Tae-yong não tem grande um currículo capaz de impressionar, mas mostrou seu valor dirigindo o time sub-23 da Coreia e sendo promovido para equipe principal. Meritocracia pura.

Quem passa: Alemanha e Coreia do Sul 6/1


Grupo G: Bélgica, Panamá, Tunísia e Inglaterra

Bélgica

Depois de decepcionar no Brasil, a Bélgica mostrou maturidade ao passar com grande tranquilidade pelas eliminatórias. Tem uma série de jogadores que podem ganhar o rótulo de acima da média, mas que não chegam a ser craques. Somar esses talentos para torná-los um diferencial nos momentos decisivos é o desafio.

A estrela: Ele foi ofuscado por Mohamed Salah na reta final da temporada 2017/2018, mas, ao longo de toda a disputa da Premier League, Kevin De Bruyne certamente foi o melhor jogador. Discreto e capaz de passes precisos, precisa mostrar que também pode ser eficiente em jogos eliminatórios.

O chefe: O temperamental Roberto Martinez foi escolhido para tentar evitar novo fracasso como aconteceu na Euro 2016 com Marc Wilmots na direção. Ele é capaz de animar os atletas, mas não mostrou ter habilidade para contornar problemas. Acabou deixando Nainggolan, da Roma, com quem entrou em rota de colisão, de fora.

Panamá

Os panamenhos conseguiram se classificar pela primeira vez para o Mundial muito mais pela deficiência dos Estados Unidos do que por seus próprios méritos. Tecnicamente muito limitados, os jogadores devem ficar contentes e voltar para casa com o diploma de participação no Mundial.

A estrela: Luis Tejada, com 43 gols em seu currículo na seleção panamenha, é a estrela da companhia. Resta saber se terá oportunidade de marcar diante de rivais de nível muito superior.

O chefe: O colombiano Hernan Dario Gomez parece ter superpoderes nas eliminatórias. Conseguiu levar ao Mundial de 1998 a seleção de seu país e, em 2002, classificou o Equador.

Tunísia

Depois de 12 anos fora de mundiais, a Tunísia alcançou sua vaga na Rússia 2018 de forma invicta. Esta será sua quinta participação. A partida contra os panamenhos dá a esperança de obterem a primeira vitória.

A estrela: Três gols na partida contra Guiné nas eliminatórias deram ares de astro ao atacante Youssef Msakni.

O chefe: Nabil Maaloul assumiu o cargo com as eliminatórias em andamento. O ponto alto de seu currículo, no entanto, foi como auxiliar de Roger Lemerre na conquista da Copa da África de 2002.

Harry Kane
Para ganhar aplausos na Rússia, Kane terá que driblar até o retranqueiro Southgate

Inglaterra

Otimismo nunca foi a marca dos ingleses. Mas o clima de descrédito que envolve a seleção está muito acima das tradições. Até o mesmo o técnico Gary Southgate avisou que não se deve esperar um grande resultado do English Team. Acha que a nova geração de atletas do país só dará frutos em 2022.

A estrela: Harry Kane conseguiu superar Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em número de gols no ano passado e quebro recordes na Premier League. Na seleção, a retranca de Southgate é um obstáculo para seu sucesso.

O chefe: Southgate era auxiliar de Sam Allardyce, que caiu após escândalo de corrupção logo após a primeira rodada das eliminatórias. Foi colocado como interino e, com estilo discreto, manteve-se no comando.

Quem passa: Bélgica e Inglaterra 1/4


Grupo H: Polônia, Senegal, Colômbia, Japão

Polônia

Dono de alguns dos melhores homens de área da Europa, a Polônia disputa pela primeira vez desde 2006, na Alemanha, um mundial. Passou pelas eliminatórias sem sustos. Mas em nenhum momento foi capaz de encher os olhos. No grupo considerado mais fraco das eliminatórias, tem chance de passar.

A estrela: Robert Lewandowski fez 16 gols nas eliminatórias europeias, mesmo sem contar com jogadores de alto nível ao seu lado, como acontece em seu clube, o Bayern de Munique.

O chefe: O maior desafio de Adam Nawalka é conseguir fazer o ataque funcionar com jogadores de características semelhantes.

Senegal

Sadio Mané
Velocidade é a arma de Sadio Mané para levar Senegal de novo para as oitavas

O tapetão ajudou Senegal a garantir seu lugar no Mundial. A equipe perdeu da África do Sul, por 2 a 1, nas eliminatórias africanas, mas suspeitas em relação à arbitragem fizeram a Fifa anular a partida. Os senegaleses venceram o novo jogo e garantiram uma vaga em copas do mundo pela segunda vez. A primeira foi em 2002, quando avançaram para as oitavas de final.

A estrela: O veloz atacante Sadio Mane, do Liverpool, é o ponto de desafogo quando a fechada defesa de Senegal consegue retomar a posse de bola.

O chefe: Aliou Cisse esteve na histórica campanha de 2002 como jogador. Agora, volta como treinador para tentar repetir a façanha.

Colômbia

Depois de alcançar as quartas de final na Copa de 2014, a Colômbia regrediu nas mãos do técnico argentino José Pekerman. Passou a adotar um estilo extremamente defensivo que é incapaz de agradar aos torcedores, acostumados com o futebol recheado de qualidade técnica que tornou o país conhecido no planeta futebol.

A estrela: O instável e ‘canela de vidro’ James Rodriguez é a esperança de quebrar a monotonia das atuações da Colômbia.

O chefe: Responsável por levar a Argentina até as quartas de final em 2006, na Copa da Alemanha, e a Colômbia em 2014 ao mesmo estágio, Jose Pekerman deve deixar cargo após o Mundial da Rússia.

Japão

País conhecido por ser respeitador das tradições e extremamente organizado, o Japão destoou na preparação das eliminatórias. Dispensou o técnico Vahid Halilhodzic, bósnio que classificou o time para o Mundial, abrindo mão da tradição de ter sempre um treinador estrangeiro. A desorganização foi mostrada ao apontar Akira Nishino para o cargo às vésperas do Mundial.

A estrela: Shinji Kagawa, maior astro da seleção japonesa, está há anos no futebol europeu sem conseguir se firmar. Mesmo em um Borussia Dortmund em crise não obteve a condição de titular absoluto.

O chefe: Akira Nishino adotou a técnica de autoproteção. Em vez de optar por atletas em melhor fase, preferiu escolher atletas mais experientes e bem conhecidos pelos torcedores. Transfere, assim, a responsabilidade por um possível fracasso.

Quem passa: Polônia e Colômbia 6/4